25 de março de 2020

Um dia de pré-natal, na reta final da gravidez, escutamos o coração e fizemos o exame de toque. Tudo aquilo era muito novo para mim, como mãe de primeira viagem, e a ansiedade começou a tomar conta do coração: estava chegando a hora.

Relato de Parto

Quero compartilhar com vocês hoje o meu relato de parto. Irei contar mais sobre as últimas semanas de gestação, sobre a cesária e como estão sendo os primeiros dias com a minha filha.

Relato de Parto: tudo começou nas 36 semanas!

Quando entrei nos nove meses de gestação, as coisas começaram a ficar diferentes. A gestação toda foi tranquila, sem maiores dores nem problemas. Percebi que o quadril foi ficando rígido, as dores começaram e até dificuldade de andar eu tive.

Na consulta pré-natal, tivemos uma notícia: ela estava super encaixada. A recomendação do médico foi repouso e retornar em uma semana para reavaliar. O esforço poderia fazer entrar em um trabalho de parto antes do momento certo, que seria por volta das 38 semanas.

Dessa forma, eu fiz e confesso que foi muito complicado. Sou uma pessoa muito ativa, que gosta de cuidar da casa e deixar meu canto arrumado. E a partir de então, não poderia fazer nada disso. Mas como toda mãe, fiz pelo meu bebê e chegamos a semana esperada para o seu nascimento.

Eu escolhi a cesária e não me arrependo!

Desde o começo da gestação, eu tinha essa escolha bem definida em minha vida. Escolhi a cesária devido a genética, a histórico e uma série de outras questões clínicas. Estudei bastante sobre esse tipo de parto e ao constatar toda a segurança, bati o martelo e marcamos o dia!

Essa foi uma decisão muito acertada, por que conforme o tempo foi passando, ela encaixando e as dores vindo, o médico identificou que eu não dilatei nada. Ela encaixou em meu quadril de uma forma que eu mal conseguia andar e nada de dilatação. Isso varia de mulher para mulher, mas comigo foi melhor decisão.

Ainda bem que marcamos o dia: estávamos no começo da quarentena do Coronavírus. Se tivéssemos esperado um pouco mais, seria um pouco complicado lidar sozinha no hospital, já que os acompanhantes não seriam permitidos. Imagina estar operada, sozinha e com um bebê recém nascido? Foi o melhor, com toda a certeza.

O dia do parto: Programado, feliz e cheio de emoção!

Chegamos no hospital e já fui imediatamente encaminhada para o centro cirúrgico. Não estava nervosa, acredito que estava anestesiada com toda a emoção do momento. Na sala de repouso, fui orientada sobre os procedimentos e logo após, fui pra mesa de cirurgia.

Para vocês terem noção, eu nunca fiz nenhum procedimento cirúrgico e a anestesia era meu maior receio. Não sei se eu estava cheia de coragem, mas não senti nada. Em minutos, o corpo adormeceu e a cirurgia começou.

Em um certo momento da cirurgia, o pai foi chamado para ver ela saindo da barriga. Sim, papai viu de camarote a chegada dela, que veio carregada de emoção e alegria. Preciso dizer que é muito insano escutar choro de um filho pela primeira vez.

Lembro que quando trouxeram para mim, eu dei um cheirinho e disse bem vinda filha. Tanto que hoje o cheirinho é nossa marca registrada. E isso é tão especial, tão marcante e cheio de significado.

Não tenha medo da cesária, ela não é um bicho de sete cabeças!

De forma nenhuma quero te incentivar a fazer um parto cesária, mas quero te acalmar que se você precisar, ela não é um bicho de sete cabeças. Se você mantém hábitos saudáveis durante a gravidez, seguindo todas as recomendações médicas e nutrir de um pensamento positivo, você irá tirar de letra.

Meu relato é que com dois dias de operada, já consegui cuidar do bebê. O corte dói, mas a vontade de cuidar daquela criança que você colocou no mundo, é muito maior. Estou atualmente com sete dias de operada, e me sinto renovada. Mas claro, tomando todos os cuidados e seguindo a risca a quarentena.

O desafio diário chamado “primeiros dias com o bebê”

Eu lembro que li uma vez em algum lugar uma citação assim: “A maternidade é como um jogo de vídeo game, quando você acha que zerou o jogo, só passou de fase”. É realmente isso. Quando ela nasceu, ela mamou e dormiu bastante, que me fez achar que ela era um bebê calmo.

No segundo dia, ela chorou uma noite toda. E o desespero de não saber o que fazer? Confesso que, foi difícil lidar com o choro, o peito rachado, a falta de sono e ainda a cirurgia.

O que eu posso te acalmar sobre isso é que tanto você, o pai e a criança estão em fase de aprendizado. Não tenha medo de pedir ajuda e chorar para aliviar o coração. A adaptação é bastante complicada, mas conforme os dias passam, ela vai ficando mais tranquila.

Pense que esses são os primeiros desafios como mãe de muitos que você será submetida. Está tudo bem se sentir cansada, se sentir perdida, e você não é menos mãe por isso. A minha dica é peça ajuda e fale o que sente. Seja para o pai da criança, para uma amiga, mãe ou para um grupo de mães das redes sociais.

Relato de Parto: Não tenha medo da maternidade!

A maternidade é um período de descobertas maravilhosas e se você sente no coração essa vontade, não tenha medo. Eu não sei de todas as coisas, mas um bebê nos ensina a cada dia. Chegamos ao fim deste relato de parto. Para acompanhar as minhas jornadas como mãe, siga @caroldoblog no Instagram.

Espero que esse relato te ajude de alguma forma e se precisar, conte comigo! Um beijo e até a próxima!

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