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13 de agosto de 2018

Nanatte é o nome do show da australiana Hannah Gadsby, disponível na Netflix. Se você está esperando aqueles stand ups de risos incontroláveis e piadas machistas, pode esquecer. Nanatte é um “grito” de Hannah sobre a comédia e sua vida.

Nanatte

Crédito: Divulgação

Não que Hannah não seja engraçada, pois ela é, mas o cerne do seu show não é tirar a tensão da platéia com riso, mas sim, deixar a plateia tensa e reflexiva sobre a história e questões levantadas por Hannah.

O repertório de mais de uma hora começa com piadas sobre a sexualidade de Hannah. Homossexual e com um estilo que não se configurar dentro de padrões femininos – uma “mulher errada”, como ela se define –, Hannah conta como foi se descobrir lésbica quando a homossexualidade era proibida por lei na Tasmânia, sua cidade natal.

Diante de todos esses fatores, Hannah sofreu bastante com o preconceito de homens e mulheres durante toda sua vida. E a forma de aceitar tudo isso, foi pela comédia. Na comédia, Hannah se autodeprecia para o outro rir, ela se anula para aceitar a si mesma e tentar ser normal nesse mundo onde o diferente é errado.

E é ai que o show toma um novo ar, Hannah diz que vai largar a comédia. Ela cansou de ter de fazer piada para ser aceita. Cansou de esconder detalhes essenciais de histórias como a dela. Como ela mesma diz: a história de quando ela saiu do armário foi bem diferente.

Em época do Me Too e de ascensão do movimento feminista na televisão, no cinema e em vários meios de comunicação, a australiana achou que sua história também deveria ser contada, mas não pela comédia, e sim como aconteceu de verdade.

E mesmo sem perder o humor, Hannah conta o quanto é difícil ser diferente. O quanto os homens, em sua maioria, são intolerantes e preconceituosos. O quanto à história contada por homens é superficial, principalmente a história da arte e de seus artistas, pois Hannah sabe detalhes dessas histórias por ser formada nessa área.

Nanatte

Crédito: Divulgação

Contudo, diante das críticas que li sobre Nanette, as pessoas enxergam o show e Hannah somente a favor dos direitos homossexuais, mas Hannah vai além. Ela questiona o papel das mulheres e como nós somos tratadas em sociedade, independente da nossa orientação sexual e se nós resolvermos nos vestir como meninas ou meninos.

Como a história de uma das amantes de Picasso, que tinha 17 anos, Hannah mostra que, nós mulheres, temos que lutar 15 vezes mais para sermos vistas como os homens e se formos vistas e citadas.

Por isso assistir Nanette é importante. Muitos vão achar desnecessário, pois o machismo e o patriarcado são muito enraizados, outros vão se sentir que nem eu, gratos por poder escutar a história de Hannah.  E mesmo aqueles que criticaram vão ter um pouco de ciência do que viram. Não dá para negar, Hannah é real, sua história é real e ela quer compartilhar independe da opinião de muitos.

Assistam Nanette. Escutem Hannah e tentem todos os dias serem mais tolerantes e reconhecerem que o diferente não é ser anormal. Anormal são os que não são diferentes. Comenta aqui se gostou de conhecer sobre a Hannah! Até a próxima!

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